Agradecimentos de familiares e de quem recebeu uma doação
 

Gostaria de mandar o seu depoimento?
Mande o seu vídeo para depoimento.doacao@sesdf.com.br

Declare-se um doador

Conte para seus familiares e amigos que você é doador, traga-os para o time dos doadores também! Não existe no nosso país um cadastro de doadores e nem é possível colocar a decisão em testamento; por isso, espalhe a mensagem e divulgue sua intenção.
Pela legislação atual, nenhuma declaração formal em vida é válida. A doação precisa ser autorizada por familiares até segundo grau.

É preciso que seu desejo seja de conhecimento deles, para que no momento do seu falecimento sua família autorize a doação.

Comunique sua decisão e peça a eles que o ajudem a cumprir sua última missão como herói nesta terra: a de salvar a vida de outros brasileiros.

QUERO SER DOADOR

Quais órgãos podem ser doados?
 

Órgãos como coração, pulmão, rins, fígado, intestino, pâncreas e tecidos como valvas cardíacas, ossos, tendões, córneas e até mesmo pele podem ser doados.

Você também pode doar em vida órgãos que temos em duplicidade. O órgão mais comum a ser doado é o rim ou parte do fígado para algum familiar que venha a necessitar. Basta comprovar, através de exames específicos, que você é compatível geneticamente, passar por avaliação médica rigorosa comprovando que não haverá prejuízo a sua saúde e ter idade compatível. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Quando não se trata de parentes, só com autorização judicial.

Em vida, podemos nos cadastrar também como doadores voluntários de medula óssea. O banco de doadores brasileiros se chama Registro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), que conta hoje com 4.943.535 pessoas cadastradas.
Quando não há um doador aparentado (irmão, outro parente próximo ou um dos pais), a solução para a realização do transplante é procurar um doador compatível entre indivíduos, não familiares, na população regional ou mundial. O REDOME reúne todos os dados dos doadores voluntários, como nome, endereço, resultados de exames e características genéticas, possibilitando a busca de um doador fora do círculo de amizades do paciente. Brasileiros de todas as raças e todos os estados estão representados no cadastro.
Apesar disso, no Brasil em média temos 800 pacientes em busca de um doador não aparentado compatível para a realização do transplante de medula óssea.

A doação fará toda a diferença na vida de uma pessoa que está aguardando um transplante. Somente com a conscientização da população e o aumento do número de doações poderemos fazer essas filas (e a ansiedade de quem aguarda) diminuírem.


Em quais situações acontece a doação?
 

A doação de órgãos de doador falecido acontece somente depois de comprovada a morte encefálica. Para o diagnóstico da morte encefálica, o médico irá realizar testes à beira-leito. Esses testes, caso compatíveis com a morte encefálica, serão repetidos por um outro médico. Caso se confirme o resultado, ainda será realizado algum exame gráfico como eletroencefalograma, doppler transcraniano ou outro exame que demonstre a morte encefálica. Somente após os três procedimentos, estando todos compatíveis com a morte encefálica o paciente, é declarado falecido e pode-se dar à família a oportunidade de optar pela doação.

Mesmo com a falência do cérebro, o coração continuará batendo, o tempo dependerá das condições do paciente, a respiração e a pressão arterial são mantidas artificialmente através de medicações e aparelhos.

Só após esses procedimentos, a família poderá autorizar a doação de órgãos. É preciso conversar com as pessoas mais próximas e avisar em vida do seu desejo porque nenhum documento substitui a autorização dos familiares. A comunicação da sua vontade aos familiares é fundamental. Hoje quase 50% das famílias recusam a doação, muitas vezes por desconhecer a vontade do familiar.

A cirurgia para a doação dos órgãos acontece em centro cirúrgico, sendo iniciada somente depois da assinatura de um termo de autorização pelos familiares. A equipe médica fará uma entrevista com os parentes para detalhar o histórico clínico do paciente e são também realizados testes físicos e biológicos. Doenças crônicas ou uso de drogas injetáveis, por exemplo, podem contraindicar a doação.

A família é parte importante do processo

Se você quer ajudar as pessoas, mesmo após a morte, com a doação de órgãos, o mais importante é reunir os familiares e conversar com eles sobre a importância da sua decisão e pedir que ajudem a tornar seu desejo realidade.

Pelo fato de ainda não existir um documento que registre essa opção em vida, a família é que autoriza o procedimento. Lembramos que a doação só acontece após a morte, a não ser em caso de órgãos que temos em duplicidade como os rins e a medula óssea.

Também é essencial explicar aos familiares que a decisão deve ser rápida e que, após a retirada dos órgãos, é feita a recomposição do corpo. Ou seja, o velório pode ocorrer normalmente.

Nos casos de doação em vida, para doar a medula óssea, por exemplo, basta se cadastrar no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME) e manter seus dados atualizados.

Mitos e Verdades
 

Meu parente falecido não pode doar órgãos, pois não deixou nenhum documento registrado MITO OU VERDADE?

MITO

A autorização é feita pela família do ente falecido. Por isso, é importante se conscientizar da importância da sua decisão e comunicar aos seus familiares.

VER A PERGUNTA
Se autorizar a doação do meu parente, ele não poderá ser velado MITO OU VERDADE?

MITO

Depois da cirurgia de retirada de órgãos, é feita a recomposição do corpo. Seu familiar poderá ser velado normalmente.

VER A PERGUNTA
Se a equipe médica souber que o paciente é doador, não fará esforço para salvá-lo MITO OU VERDADE?

MITO

A avaliação para diagnóstico da morte encefálica não causa nenhum mal ao paciente e deve obrigatoriamente ser realizada quando houver uma causa que justifique como uma lesão craniana em decorrência de um trauma.

VER A PERGUNTA
As religiões não se posicionam sobre a doação de órgãos MITO OU VERDADE?

MITO

Para a maioria das religiões, a doação é vista como um ato de amor, caridade e solidariedade e deve ser realizada sempre pelos fiéis.

VER A PERGUNTA
Uma pessoa pode salvar várias vidas com a doação MITO OU VERDADE?

VERDADE

Sim, porque podem ser doados vários órgãos, como coração, pulmão, rins, fígado, intestino, pâncreas, logo mais de um paciente pode ser contemplado.

VER A PERGUNTA

Perguntas Frequentes
 

  Quero ser doador de órgãos. O que fazer?

Se você quer ser doador de órgãos, primeiramente avise a sua família. Os principais passos para doar órgãos são:

Para ser um doador, basta conversar com sua família sobre o seu desejo de ser doador e deixar claro que eles, seus familiares, devem autorizar a doação de órgãos.

No Brasil, a doação de órgãos só será feita após a autorização familiar.

Pela legislação brasileira, não há como garantir efetivamente a vontade do doador, no entanto, observa-se que, na grande maioria dos casos, quando a família tem conhecimento do desejo de doar do parente falecido, esse desejo é respeitado. Por isso a informação e o diálogo são absolutamente fundamentais, essenciais e necessários. Essa é a modalidade de consentimento que mais se adapta à realidade brasileira. A previsão legal concede maior segurança aos envolvidos, tanto para o doador quanto para o receptor e para os serviços de transplantes.
A vontade do doador, expressamente registrada, também pode ser aceita, caso haja decisão judicial nesse sentido. Em razão disso tudo, orienta-se que a pessoa que deseja ser doador de órgãos e tecidos comunique sua vontade aos seus familiares.
Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

  O que é doação de órgãos?

Doação de órgãos é um ato nobre que pode salvar vidas. Muitas vezes, o transplante de órgãos pode ser única esperança de vida ou a oportunidade de um recomeço para pessoas que precisam de doação. É preciso que a população se conscientize da importância do ato de doar um órgão. Hoje é com um desconhecido, mas amanhã pode ser com algum amigo, parente próximo ou até mesmo você. Doar órgãos é doar vida.
O transplante de órgãos é um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um órgão (coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas) de uma pessoa doente (receptor) por outro órgão ou tecido normal de um doador, vivo ou morto.
IMPORTANTE: O Brasil é referência mundial na área de transplantes e possui o maior sistema público de transplantes do mundo. Atualmente, cerca de 96% dos procedimentos de todo o País são financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em números absolutos, o Brasil é o 2º maior transplantador do mundo, atrás apenas dos EUA. Os pacientes recebem assistência integral e gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante, pela rede pública de saúde.

  O que é morte encefálica?

A morte encefálica é a perda completa e irreversível das funções encefálicas (cerebrais), definida pela cessação das funções corticais e de tronco cerebral, portanto, é a morte de uma pessoa.
Após a parada cardiorrespiratória, pode ser realizada a doação de tecidos (córnea, pele, musculoesquelético, por exemplo). A Lei 9.434 estabelece que doação de órgãos pós morte só pode ser feita quando for constatada a morte encefálica.
IMPORTANTE: A doação só poderá ser realizada, no caso de paciente em morte encefálica, se houver autorização de um familiar, como previsto em lei. Se os familiares não autorizarem, a doação não poderá ser realizada.

  Como é feito o diagnóstico de morte encefálica?

O diagnóstico de morte encefálica é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. Em 2017, o CFM retirou a exigência do médico especialista em neurologia para diagnóstico de morte encefálica, assunto amplamente debatido e acordado com as entidades médicas.
Deste modo, a constatação da morte encefálica deverá ser feita por médicos com capacitação específica, observando o protocolo estabelecido. Para o diagnóstico de morte encefálica, são utilizados critérios precisos, padronizados e passiveis de serem realizados em todo o território nacional.
IMPORTANTE: A medida dá segurança a equipe médica para o diagnóstico e possibilita a imediata conversa com a família sobre a doação de órgãos.

  Quais são os tipos de doador?

Existem dois tipos de doador.

1 - O primeiro é o doador vivo. Pode ser qualquer pessoa que concorde com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Não parentes, só com autorização judicial.

2 - O segundo tipo é o doador falecido. São pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral).

Faça sua parte

Em 2018, mais de 26 mil transplantes foram realizados no Brasil, mas milhares de pessoas ainda aguardam nas filas. Fazer essa boa ação melhora a vida não só de quem está aguardando como também a de quem ganha uma oportunidade de ficar mais tempo do lado de quem se ama.

QUERO SER DOADOR